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  • M. Marinho

Os novos prefeitos

O ano mal começou e, ao menos para quem acompanha, as eleições 2020 já passaram a ocupar espaço nas linhas dos jornais e nas mesas de café. No caso do pleito municipal, sinto que o interesse se torna maior por conta da proximidade entre a população e os eleitos, e por se tratar de uma campanha que expõe problemas e soluções de impacto cotidiano na vida das pessoas. As questões são mais fáceis de significar e, por isso, a tendência do voto adota, pelo menos no caso da eleição majoritária, maior pragmatismo.

O perfil almejado pelo eleitorado em cada ano de votação, e isso pode ser confirmado em centenas de livros de ciência e comunicação política, é sempre tendenciado pelo contexto presente no momento da escolha, do voto.

Slogans usados por candidatos em eleições passadas podem fazer nenhum sentido na eleição deste ano. O perfil escolhido em 2016 para gerir as cidades pode em nada se parecer com aquele que será chancelado para comadar os municípios a partir de 2021.


Quem estiver aspirando por uma prefeitura para chamar de sua, ainda que seja para tentar manter a que neste ano ainda o é, precisará adotar uma linha comunicacional, um direcionamento de exposição de sua imagem e de sua biografia que estejam alinhados com aquilo que o momento indica ser o mais apropriado, ou mais interessante, para a escolha dos eleitores.

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Talvez nem os eleitores ainda saibam disso, mas lá na frente, perto do dia 04 de outubro, darão uma boa olhada nas caras que se apresentarão nas propagandas eleitorais, outra ainda mais reflexiva no contexto que estará se abatendo sobre suas vidas e aí, a despeito de simpatias e metafísicas, optarão por quem lhes convença que tem maior potencial de entrega daquilo que estarão precisando no momento.

O passado não elege. O sonho não elege. O que elegerá prefeitos e prefeitas em 2020 será a aderência entre aquilo que pregam, a constatação de sua capacidade de entrega e o alinhamento com as caracterísiticas peculiares ao momento político. Ah, e é claro, uma campanha bem feita, pois sem isso os eleitores sequer saberão que essas pessoas existem.


Para vencer uma eleição não basta ser o melhor: se sua comunicação não der conta de convencer as pessoas de que você o é, a derrota será eminente. A vitória só é conseguida com um trabalho competente e constante. Não se iluda.


Marcos Marinho é professor e consultor em comunicação política.

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